Em terra de cegos, quem tem um olho é “Rei”!!

Posted in Pensamentos on Agosto 6, 2010 by Duarte Dias

A revolta de pensar que quanto mais verdadeiros somos menos apreciadas são as nossas acções e sentimentos, leva-me a crer que nada nesta vida faz sentido. A beleza da verdade, da simpatia, da honestidade e da responsabilidade outrora apreciadas, são, hoje em dia, totalmente minimizadas e inconsequentes.

Depois do vivenciado nos últimos dias deixei de ficar supreendido com as notícias que os OCS todos os dias veículam. Mulher agredida pelo marido alcoólico, rapariga sofre nas mãos do namorado, problemas de toxicodependência cada vez mais comuns, álcool e tabaco cada vez mais cedo. Sinceramente…ainda ficam surpreendidos com isto? Desculpem-me os modos, mas cada um só tem o que mereçe e PONTO FINAL.

PS: Terei todo o gosto em explicar caso se sintam na necessidade!!

Presente!

Posted in Quem sou eu? with tags on Junho 8, 2010 by Duarte Dias

Estou aqui para dizer que estou presente,

Presente nesta longa ausência em que eu próprio me perco!

Voltarei a ser, a viver e a sentir como dantes!

A injustiça terá fim, um dia…

Por agora resisto e embalo-me nos meus pensamentos,

Convicto de que o PRESENTE está cada vez mais próximo!

😦

Olha as notícias fresquinhas!!

Posted in Pensamentos with tags , on Maio 14, 2010 by Duarte Dias

É caso para dizer…há quanto tempo ninguém via um post no Existir. Pois é…mas nem tudo na vida corre como nós queremos. Uma vida tão apressada e tão louca, quase que me tira todo o tempo de me concentrar plenamente e produzir algo de útil.

Hoje, mais do que ontem, sinto a necessidade de “vomitar” toda a minha sensatez que tenho arrecadado ao longo dos muitos dias de ausência.

Nesta ausência, não há muito para registar, pelo menos coisas que valham a pena perder um pouco de tempo a reflectir sobre elas.  A nossa economia continua doente (doença crónica mesmo), os dinossauros continuam extintos, as fantasias continuam sobrepostas à realidade, ainda não se sabe se há vida em Marte, as pessoas é caso para dizer “cá andam”, os pedófilos da Casa Pia  continuam  à solta, a chuva, essa não há meio de nos largar este ano, a política é uma feira de vaidades, o Eyjafjallajoukull continua bem activo, a Igreja não se encontra, o Benfica não é um tecido morto, a solidão continua a afectar os idosos, a TVI não pára de lançar novelas, a Europa ainda é a Europa.

Estas são, entre muitas outras possíveis, as principais razões da minha hibernação. Eu aqui preocupado com as actualizações e afinal está tudo na mesma, tal e qual como da última vez! Compreendem-me?

Até quando poderemos viver assim?

Posted in Pensamentos, Uncategorized with tags , , on Março 2, 2010 by Duarte Dias

O Ser Humano precisa de se auto-exteriorizar, de se auto-proclamar “EU SOU EU”, “EU sou “VIDA”! Numa primeira leitura haverá gente a não entender, a não perceber este texto. Afinal, não estamos em pleno século XXI? De resto, num momento em que a liberdade tantas vezes tem sido posta em causa. Ele é casos de alegados atentados ao direito à vida privada, à livre expressão de imprensa, às supostas tentativas de manipulação da informação e da própria vocação profissional de cada um.  Realmente poder-se-á pensar que não valerá a pena “bater no ceguinho”. Longe de mim, a minha questão é muito mais inculta do que aquilo que parece à primeira vista. Não! Leu bem….INCULTA. Eu nada sei, a sabedoria e a inteligente parou toda à porta de certos iluminados. Esses sim uns autênticos produtos culturais, fruto de muita inteligência (?).

Realmente, ser-se inteligente ao ponto de se pensar assim, é o primeiro passo para a auto-destruição. A necessidade de mostrar o quanto somos inteligentes, e como o somos mais do que os outros que nos rodeiam, atinge um tal grau de extremidade que se tornará, pouco a pouco, insuportável. Quem vive só para si, a pensar em si, constantemente a transformar-nos em “pares de jarras”, com o único objectivo de lhes decorar o seu caminho e o “percurso sábio”, vê-se, de facto, na “sua praia”. As “jarras” são objectos inanimados. No entanto, esses iluminados vivem amnésicos. As jarras poderão ser, efectivamente, habitats de vida.

O Ser Humano, enquanto Ser genético não passa de um amontoado de ossos, de músculos e de matéria gorda, porventura. Todavia, a sua maior genialidade está na possibilidade de produzir material informativo, ideias, pensamentos, sentimentos. É aqui, neste tão proveitoso campo de forças, de um lado a “inteligência dos sobredotados”, do outro as “jarras”, que o Ser Humano vive e habita. Nunca poderemos ser inteligentes enquanto  continuarmos a ir roubar as telhas do telhado do vizinho para construírmos o telhado da nossa casa. É simplesmente impossível e insustentável.

Mais uma vez, apelo à vossa incultura para perceber este pensamento.

Já agora, não se inibam de demonstrar as vossas opiniões….mesmo as cultas! Este é um blog livre.

I Wish

Posted in Pensamentos on Fevereiro 14, 2010 by Duarte Dias

Desejos Vs Desafios

Posted in Pensamentos with tags , on Fevereiro 14, 2010 by Duarte Dias

O que por vezes parece perto está, todavia, distante!

Querer é poder! Poder de querer o quê?

A distância não faz sentido! Afinal, o que faz sentido?

Quem procura sempre encontra! Por onde começar?

Continuar a ler

Memórias de um Homem só

Posted in Pensamentos on Dezembro 10, 2009 by Duarte Dias

Afirmar hoje que Sócrates não morreu no momento em que ingeriu o veneno que o adormeceria para sempre, é dizer que alguns dos seus ideais pelos quais sempre lutou, senão todos, se encontram actuais e a viverem entre nós. É dizer que a sua morte foi realmente injusta e consumada sob o efeito da convicção, infelizmente ainda hoje presente em cada um de nós, de “ter o rei na barriga” e não permitir a existência da sua oposição.

De facto, a actual sociedade do século XXI demonstra padecer de uma doença da qual nunca se conseguiu curar e que Sócrates profetizou há alguns séculos atrás. A doença da sabedoria ignorante. Esta doença, por muito que o Homem se esforce a provar que dela não padece, o seu dia-a-dia continua a demonstrar exactamente o contrário.

Sem necessidade de nos alargarmos a um universo muito maior, vejamos o caso da sociedade portuguesa. Os portugueses, talvez por vaidade ou não, são incapazes de não opinar seja ele sobre o que for. Desde a medicina à política, do desporto à pesca, da arquitectura à pecuária, o que é certo é que possuímos uma invulgar capacidade operante para produzir opiniões sobre tudo e todos.

Qual de nós admite que nunca se referiu a um tema do qual não percebe rigorosamente nada, só porque lhe parecia conveniente fazê-lo naquele momento? Qual de nós nunca comentou sobre política? Sobre economia? Sobre desporto? Qual de nós, ao ver um amigo com uma dor de cabeça, nunca lhe realizou um diagnóstico e até lhe sugeriu medicação?

Este conhecimento, ignorância como lhe chamava Sócrates, abunda em cada um de nós e em grandes quantidades. O bom português que se preze tem que saber um pouco de tudo e tudo de todos, independentemente de estar habilitado para tal ou não.

Ninguém é capaz de dizer que não sabe. E quem tem coragem para o fazer arrisca-se a ser alvo de chacota e de ser acusado de estúpido.

Ora, à luz daquilo que defendia Sócrates na sua filosofia, este “raciocínio barato” é extremamente condenável. Para se alcançar um ideal de justiça e de verdade é necessário que cada um de nós se examine a si próprio e que se auto-mentalize que a sua sabedoria não é infindável e infinita. O saber reconhecer que afinal não passamos de ignorantes em relação a todos aos desafios que este mundo nos propõe, é o primeiro passo para o objectivo que o filósofo sempre desejou, um Homem mais justo.

À luz da filosofia socrática, ser ignorante não significa perder a auto-confiança em nós próprios. Significa perder a arrogância com que muitas vezes nos relacionamos uns com os outros só porque temos a “mania” de sermos os “senhores da verdade” e da sabedoria.

Num mundo cada vez mais global urge alterar mentalidades. As realidades nacionais não são mais pessoais, mas sim colectivas. O “Eu” passou a “Nós”, e certamente que o nosso comportamento individual se fará reflectir nos outros. O resultado disto? Tal como se acredita numa teoria de regressão do processo científico do Big Bang, em que quando se atingir o ponto máximo de expansão da matéria esta iniciará um percurso inverso, também no processo social acredito que possa acontecer o mesmo. Quando a arrogância da sabedoria e da superioridade cega atingir o seu ponto máximo de expansão, voltaremos, passo a passo, a um passado de isolamento pessoal, em que cada Homem será a sua própria ilha, alimentando-se do seu próprio saber, sem oportunidade de o partilhar e de se cultivar e construir também com o conhecimento que o outro lhe poderia oferecer.