Questão I

E se de repente fossemos imortais?

Resposta pessoal: Simplesmente a Humanidade perderia a pouca dignidade que ainda lhe resta.

5 Respostas to “Questão I”

  1. Na minha opinião com todo o tempo que nos daria a eternidade,nos perderia-mos,e o Ser Humano perderia por completo o seu circulo de vida….nascer…viver…morrer…

  2. Seria chato… acima de tudo chato. Mas não sei se a questão da dignidade poderia ser verdade. Porque também podemos pensar ao contrário: O Ser Humano pode perder a dignidade assim que toma consciência de que tem um tempo limitado, e que esse tempo pode esgotar-se a qualquer momento. É uma questão complexa.
    Mas seria chato. Tanto tempo… A propósito disto “As Intermitências da Morte” dá-nos a visão caótica de José Saramago, que, pessoalmente, acho espantosa, e que nos dá a visão do caos que seria e de como haveria “mortos-vivos” que a sociedade rejeitaria.
    Mas ainda bem que temos uma validade breve. Tentamos sempre aproveitar o melhor da vida em poucos momentos, poucas sensações, o que seria, por certo, menos possível numa perspectiva imortal. Ou não. Simplesmente suposições (e é delas que se faz a vida).

  3. Encontrei o teu blog e resolvi comentar este teu primeiro post que me pareceu interessante devido à questão que colocas e que deixa a pensar qualquer um.
    Mas sabes…não concordo com a tua resposta pessoal.
    O Homem é suposto ter dignidade o que implica ser respeitado e o que implica ter um valor particular que tem todo o homem como homem.
    Agora imagina, todos os seres humanos imortais perderem a sua dignidade, ou seja, a consciência do seu próprio valor?
    Não faz muito sentido, porque o ser humano tornava-se desvalorizado, o “estar em sociedade” perder-se-ia e o Homem deixava de tomar consciência do que realmente é.
    Se fossemos imortais a dignidade não se perderia porque o homem iria apostar no seu tempo ilimitado para se poder realçar, sobressair (positivamente ou negativamente) e para poder, acima de tudo, ocupar o seu tempo ilimitado.
    Ao ser imortal pode-se perder muita coisa, como o valor que damos ao tempo, como o querer fazer tudo num determinado “x” de tempo e até poderíamos perder o valor que damos à organização da nossa vida futura.
    Poderíamos perder até paciencia de tanto tempo vivermos mas dignidade, nããã…
    Gostei do blog, continua!
    Beijo!

  4. Duarte Dias Says:

    Olá Rita!
    Em primeiro lugar obrigado pelo comment.
    Agora, quanto ao teu comentário como resposta ao post, claro que são opiniões, e respeito a tua evidentemente, no entanto, apreço-me a clarificar dois dos pontos que tocas na elaboração do mesmo, e que na minha óptica deveriam ser repensados. O primeiro trata da premissa que tu colocas: “O Homem é suposto ter dignidade”. Pois bem, julgo que concordas que o Ser Humano quando nasce, exceptuando a dignidade que lhe é imune e que já o faz ser isso mesmo, Ser Humano, ele só a conseguirá se a “cultivar” ao longo da sua vida., através de vários pontos e “provas” que lhe irão surgindo. Eu quando digo que o Homem perderia a dignidade, refiro-me a esta dignidade, à dignidade que o torna um Ser Humano, e que com a imortalidade deixaria de o ser.
    Porém, e talvez a questão essencial, é definir, cada um, aquilo que entende por dignidade. Assim sendo, não posso partilhar da tua opinião quando indicas que “…a sua dignidade, ou seja, a consciência do seu próprio valor.”. Eu não entendo dignidade da mesma forma do que tu. Entendo dignidade, não como algo fruto apenas de um factor, mas sim da interacção e junção de vários, como acções, pensamentos, ideais, objectivos, etc. Eu, na minha resposta, parti do pressuposto da perca de dignidade como consequência da imortalidade humana, e não como o contrário.
    Mas, com esta argumentação não pretendo que a minha resposta seja mais correcta do que a tua. Pelo contrário, respeito todas as opiniões e tento entende-las, salvo risco de também eu não ser “digno” de receber comentários ao que escrevo.
    Mais uma vez obrigado pela visita e pelo comentário. Espero que seja a primeira de muitas. Beijo

  5. Olá novamente🙂
    Não tens que agradecer e passarei aqui mais vezes, não tenhas dúvidas disso.
    Eu é que não sei se fui “digna” de ter resposta🙂 mas compreendo que respeites as opiniões e primeiramente as queiras compreender.
    E sim, muito provavelmente, teremos conceitos de “dignidade” diferentes, porque eu percebi a tua questão quanto à dignidade como consequência da imortalidade.
    O problema que se põe é que temos pontos de vista diferentes, o que não considera que tenha razão no que opinei, muito pelo contrário, posso estar totalmente errada. Mas também não é isso que está aqui em causa.
    Eu sabia que ias reparar na parte em que referi: “O Homem é suposto ter dignidade”, e confesso que depois de ter enviado o comentário pensei que “suposto” não fosse a palavra mais correcta a ser utilizada e que talvez proporcionasse um entendimento diferente.
    Quanto ao segundo ponto que clarificaste referente à minha opinião: “…a sua dignidade, ou seja, a consciência do seu próprio valor.”, eu não concordo quando dizes que a dignidade que defino, no comentário anterior, é fruto apenas de um factor. Nada disso, é bem mais complexo.
    Vamos partir do inicio…
    Antes de sequer tocarmos no ponto de nos consciencializarmos do nosso valor próprio, temos que perceber de onde vem este valor?
    Eu considero que o “valor” não nasce connosco, apenas cresce. É-nos dado através dos outros e é através daí que nos consciencializamos do que realmente valemos, do que realmente somos. E é esta passagem de “valor”, que nos é dada pelos outros e depois reconhecida por nós próprios que resultam as acções, o descobrir dos pensamentos, o formar ideais e objectivos tal como referiste. E que formam, de certa forma, tudo isto e não só, o que para mim é designado de “dignidade”.
    Talvez não tenhamos conceitos assim tão diferentes. Talvez…
    Mas continuo a achar que a perca de dignidade não seria como consequência da imortalidade humana.
    É claro que a imortalidade iria trazer muitas consequências, só discordo quanto à que é aqui posta em questão – a dignidade.
    Obrigada pela resposta.
    Beijo

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